sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Fazendo História: Vencedores Por Cristo

Vencedores por Cristo faz parte de um seleto grupo que mudou a história da igreja brasileira.

Em meio a toda tradição e conservadorismo exagerado existente na igreja no final da década de 60 e início de 70, eles resolveram arriscar, ousar.

Naquela época o mundo vivia um período de mudanças: o rock'n roll estava consolidado, o movimento hyppie crescia, a liberação sexual ganhava espaço...no Brasil,a jovem guarda ditava o comportamento do jovem brasileiro. Tudo isso era potencializado pela vontade de protestar contra o regime militar.

A igreja, com receio do que via, fechava-se cada vez mais. A lista de proibições era grande e, querendo preservar a comunidade, a igeja se isolou. Procurar um equilíbrio parecia ser muito difícil, e o mais fácil a fazer seria, definitivamente, radicalizar. Os jovens passaram a ser observados nas igrejas. Se eles estivessem conversando demais, sem fiscalização, eram suspeitos de movimento anárquico. Elementos da música popular eram considerados absolutamente mundanos. Principalmente instrumentos: bateria, guitarra...tudo era coisas do diabo. As músicas permitidas seriam apenas hinos traduzidos, tocados em piano e com acompanhamento de coral. Desta forma a igreja acreditava estar protejendo o seu povo das más influências.

No meio desse turbilhão de acontecimentos, começam os trabalhos de Vencedores por Cristo. Um grupo de jovens que alcançaria outros jovens através do testemunho, discipulado, e, principalmente, através da música. O ápice deste momento foi, com certeza, o lançamento do CD "De Vento em Popa" , em 1974. Um disco que revolucionou o cenário cristão por conter ritmos nacionais e composições próprias. Aos poucos as igrejas assimilavam o trabalho dos Vencedores e icluíam suas músicas no repertório. Assim a igreja se abria, passo a passo, à juventude, às composições e aos ritmos nacionais.

Se hoje temos essa liberdade tão grande de louvar a Deus com músicas em nossas igrejas devemos isso, em parte, ao esforço dos Vencedores. Podemos perceber que essa liberdade foi confundida, a partir do início da década de 90, com bagunça. Abriu-se mão da qualidade, da integridade. Mas apesar de tudo, o legado dos Vencedores permanece. A poesia de suas letras e as lindas melodias de suas canções fazem com que suas músicas - compostas por Sérgio Pimenta, Nelson Bomilcar, Guilherme Kerr, Jorge Camargo, entre tantos outros - atravessem gerações. Ontem e hoje, cantamos Vencedores. E isso com certeza vai continuar, por muito tempo. Para quem quer saber um pouco mais sobre essa história, segue abaixo um pequeno trecho extraído do site da Missão VPC:

"INÍCIO

PROJETO7, foi este o nome dado pelo Pr Jaime Kemp, um jovem americano, casado com Judith Kemp, e estava no inicio do seu ministério. Desembarcou no Brasil em 1966/67 e em Julho de 1968, começava seu ministério através da Sepal (Serviço de Evangelização para a América Latina e hoje servindo Pastores e Lideres. O projeto a que se propunha, era o sétimo de seu ministério e o objetivo principal era formar uma equipe de jovens universitários e pré-universitários para receberem um treinamento bíblico, teórico e prático usando o período de férias escolares. A primeira equipe formada foi um sucesso e abriu espaço para outras.


O nome Projeto 7, logo foi substituído por Missão VENCEDORES POR CRISTO. Começava, então, um ministério voltado ao discipulado de jovens. Essas equipes seguiam o seguinte critério: Eram selecionados jovens de diversas denominações de igrejas evangélicas, e por três meses recebiam um treinamento. A música juntamente com testemunhos de vida foi o meio de comunicação adotado para falarem do amor de Deus de forma alegre e descontraída.

Mal sabiam do impacto que essas equipes causariam, transformando a vida de muitos jovens e a vida das igrejas. Foram 10 anos ... " (para continuar lendo, clique AQUI)

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Na comemoração dos 25 anos do Som do Céu, não podia faltar Vencedores Por Cristo. Você não pode ficar de fora dessa. E Pra quem quer curtir um pouco enquanto não chega a hora, segue abaixo um vídeo da formação atual do VPC. Este vídeo faz parte do DVD "Sem Fronteiras".



quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Blog SDC Entrevista: Carlinhos Veiga

Aproveitando o post feito aqui ontem sobre o Carlinhos Veiga, vamos logo publicar a sua entrevista. Manso como sempre, gentil como sempre, inteligente como sempre, Carlin (como é chamado por alguns) fala sobre a herança musical de sua família, sobre suas inspirações, sobre o momento vivido pela igreja brasileira e, claro, sobre o Som do Céu. Aproveite!


Blog SDC:Olá, Carlinhos! Há quantos anos você está envolvido com a música cristã?
Carlinhos Veiga: Desde os primeiros dias da minha conversão. Janeiro de 1981... Conheci a Jesus num acampamento e lá mesmo já comecei a tocar com o pessoal do grupo musical. Nunca mais saí...

Blog SDC: Sua música é carregada de elementos nacionais. Aliás, de elementos regionais, de Goiás, de Minas... De onde vêm essas influências?
Carlinhos Veiga: Isso tudo veio da influência da minha família. Lembro-me ainda pequeno com meus avós, tios e primos, reunidos em torno de alguns violões, cantando as músicas do meu povo. Às vezes penso que só canto as músicas que canto porque não nasci num lar evangélico. Do contrário cantaria outro tipo de música. A influência familiar foi fundamental. Isso me remete a dois sentimentos contraditórios: a importância de ter conhecido a Jesus somente depois de ter recebido essa bagagem cultural da família; por outro lado muitos dos conflitos pessoais seriam mais abrandados se tivesse nascido numa família cristã de fato e de verdade, e não somente nominal. Mas, creio na soberania de Deus e sei que tudo se fez, da forma como se fez, para glória dEle.

Blog SDC: Você acha que ainda existe espaço para a música brasileira (a música com ritmos realmente brasileiros: samba, bumba-meu-boi,caipira,bossa) no cenário cristão nacional? Como sobreviver ao tsunami de bandas que surgem todos os dias, todas com a mesma cara? E no meio secular? Como levar a música nacional para as pessoas que não se interessam mais por ela?
Carlinhos Veiga: Só existe! Eu particularmente tenho visto que a música nacional tem crescido como nunca. O espaço dela aumenta a cada dia. Para mim isso é o rebote da globalização, onde valores mundiais (na verdade primeiro mundista – aquele que lança os produtos no mercado mundial) deixaram um sentimento de não-pertencimento. O povo está voltando para suas origens, buscando sua identidade no meio dessa massa amorfa mundial proposta pela globalização. A cada dia vejo mais jovens interessados pela música regional, pelo chorinho, samba, bossa nova, baião, caipira e por aí vai... A música-produto, imposta pelo mercado já não conquista todo mundo.

Blog SDC: O que você pensa sobre este momento vivido pela igreja, com esta supervalorização da música em detrimento à palavra? E qual é a sua reação ao ver as loucuras feitas por alguns crentes em cima de um palco ou púlpito?
Carlinhos Veiga: Causa, não só em mim, mas em todo crente sincero, espanto e indignação. Mas deixa estar. Tem alguém que é o juiz sobre tudo e todos e ele também está vendo tudo isso. Só peço a ele graça e misericórdia sobre mim, para que eu não me pegue fazendo as mesmas coisas que hoje condeno. Tem muita gente condenando, mas reproduzindo o mesmo em seus guetos.

Blog SDC: O que você gostaria de dizer para a nova geração de músicos que surge nas igrejas do Brasil?
Carlinhos Veiga: Conheçam a Jesus como seu Senhor e Salvador verdadeiramente. Tenha experiências profundas com a Palavra de Deus. Permita-se ser transformado pelo Espírito, negando-se a si mesmo a cada dia e tomando a sua cruz. Não se deixe seduzir pelo deus-mercado, também chamado de Mamom, o deus das riquezas. Assuma a sua vocação de Servo Sofredor, pois foi esse o modelo deixado por Jesus para os seus seguidores, seus discípulos. Depois, faça um som bonito, reflexo de uma vida transformada.

Blog SDC: Quem (ou o que) te inspira a fazer música hoje?
Carlinhos Veiga: A vida e a obra de muitos escritores e músicos que estão dentro e fora da igreja. Pode parecer estranho, mas é verdade. Isso porque vejo muita sinceridade e coerência em gente fora da igreja, como também vejo em gente dentro da igreja. Nem tudo está perdido... nem fora, nem dentro. A graça comum ainda se manifesta (e sempre se manifestará). Gosto de ler os autores ligados à Missão Integral da Igreja (René Padilla, Samuel Escobar, Rick Watts, Robinson Cavalcante, Ricardo Barbosa, etc) e ouvir música popular brasileira de qualidade feito pelos irmãos da igreja. Mas também me delicio lendo e ouvindo alguns de fora. Ultimamente não canso de ouvir Tavinho Moura e Fernando Brant.

Blog SDC: Você pode nos dizer algo sobre a importância de um evento como o Som do Céu completar 25 anos ano que vem?
Carlinhos Veiga: Vejo como uma vitória de todos nós. O Marcelo Gualberto teve uma idéia sensacional, como sempre, e isto em 1984. Dá para imaginar? O Som do Céu existe quando ainda não existiam MSN, Orkut, Myspace... Num tempo onde telefone celular era coisa para pouquíssimos ricos. Onde o CD ainda não havia chegado no meio evangélico brasileiro. Era só vinil – os lendários “bolachões”. Lembro que nessa época a gente gravava com muita dificuldade e depois ficava esperando um tempão as gravadoras fazerem os “cortes” – algo que antecedeu a masterização, e as prensagens. Demorava até seis meses. Tudo era muito mais difícil, mas muito mais prazeroso. O mundo evoluiu, a igreja caminhou e o Som do Céu se modernizou. Conseguiu acompanhar o ritmo dos tempos sem perder seu swingue e sua jinga. É maravilhoso ver isso tudo acontecendo. Sinto-me um privilegiado em ter pisado tantas vezes o palco desse evento singular no Brasil, que tem resistido a todos os modismos que aportam em nosso país. Os grandes eventos vão e vem – são como os fogos de artifício que enchem os céus e explodem em cores e beleza. Mas explodem e acabam. O Som do Céu permanece, não tão vistoso, nem tão glamoroso. É como a lua, às vezes imperceptível, mas sempre presente, guiando aquele que caminha na noite escura dos modismos, como um referencial. Tudo isso pela graça e misericórdia de Deus.

Blog SDC: Deixe um recado para as pessoas que estarão lá no SDC 2009.
Carlinhos Veiga: A festa vai ser maravilhosa. Eu, se Deus quiser, estarei por lá. Espero te encontrar para conversarmos, nem que seja um pouquinho só. Paz em Jesus!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Um pouco de Brasil: Carlinhos Veiga

Enquanto a maioria dos artistas evangélicos segue um mesmo modelo, fazendo sempre um pouco mais do mesmo, alguns decidem ir contra a maré - sendo, apenas, autênticos. Assim é Jorge Camargo e sua música recheada de MPB; assim é Nelson Bomilcar, que passeia pelo pop, rock e MPB com bastante harmonia, e com letras maravilhosas; assim é o Cia de Jesus, que segue firme na sua paixão pelo reggae; assim é o Crombie, que está compondo ótimas canções e caminhando com autoridade no mercado secular; assim é João Alexandre, que uniu o virtuosismo com a poesia, e a voz com o violão de maneira única. Assim são vários dos artistas que participam do Som do Céu. E assim é Carlinhos Veiga.

Ouvir o Carlinhos é ter uma aula sobre música brasileira; é conhecer ritmos das diferentes partes do Brasil. Com a viola ou com o violão, Carlinhos nunca deixa de lado sua imensa paixão pela cultura nacional. Em músicas como "Esse mundo tá louco" ele nos oferece um pouco da ironia da música caipira, num pagode de viola bem animado. Em "Santa Folia" Carlinhos conta a história do nascimento de Cristo no ritmo da Folia de Reis - uma música de natal linda, e bem diferente da tradicional "Noite Feliz". No Som do Céu especial sobre Sérgio Pimenta, ele transformou a música "Ponto Final" numa bossa nova digna das noites cariocas ( e ainda conseguiu incluir a execução "Brasileirinho" no meio da canção).

Enfim, Carlinhos Veiga é uma mistura que deu certo - e muito certo! Segue abaixo um vídeo de uma apresentação dele com sua banda em Goiânia. A música é "Brasis do Brasil". Não tem como não gostar. E pra ouvir mais, é facil. É só vir no Som do Céu 2009.



Música Cristã Contemporânea - O preço da Liberdade

por Jorge Camargo

A reforma protestante representou uma ruptura com o mundo medieval. Desde a revolta de Wycliff contra Roma na Inglaterra, passando por Lutero na Alemanha, Calvino e tantos outros que os seguiram, a liberdade passou a ser o lema. Liberdade para ler as Escrituras, para cultuar a Deus, para ser uma comunidade religiosa não vinculada ao Estado, enfim, todas as conquistas que vários registros na História têm destacado nos anos que se seguiram a este movimento tão importante.

Ocorre que a liberdade tem um preço, e um preço muito alto. É só olharmos a realidade religiosa do contexto protestante ao nosso redor. Todo o dia nasce uma nova comunidade, com teologia e prática próprias, apregoando conceitos que seus líderes entendem que sejam inspirados pelos valores expressos no texto sagrado, ou por valores muitas vezes inspirados por outros textos (ou intentos) questionáveis. De novo, este é o preço da liberdade.

Muitos, bem intencionados, têm tentado "pôr ordem na casa", propondo uma mobilização em prol de uma liga aglutinadora de pessoas e valores reformados, que possam dar rumo e ser prumo para uma comunidade tão desintegrada e desconectada. Ledo engano. O "bicho" da liberdade escapou por entre os dedos, saltou na mata e não há santo (no sentido genérico da palavra) que consiga capturá-lo, a fim de trazê-lo de volta à sua redoma... Que cara é esta tal liberdade!

Há 20 e tantos anos trabalhando com música entre as comunidades cristãs, observo que o fenômeno desta liberdade tem se manifestado também nas artes, com toda a intensidade e todas as implicações dela decorrentes. No início desta minha caminhada eram poucos os grupos, raras as produções, difícil o acesso a material importado, por exemplo. Hoje as coisas estão bem diferentes. Por conta, em parte, da abertura econômica dos anos 90, temos nas prateleiras de nossas livrarias todo o tipo de música religiosa internacional à disposição, sem falar na nacional, há algum tempo rotulada de gospel.

Permita-me você, leitor, que está dispondo deste seu tempo tão precioso a fim de ler este texto e, quem sabe, saber onde acaba esta história sobre essa tal liberdade, a mesma liberdade de dizer que discordo deste rótulo para a música que eu e outros temos produzido e veiculado nos últimos anos.

Em nome da herança dos reformadores, em nome de mais de 2.000 anos de história cristã, em nome do bom senso, em nome de minhas convicções pessoais e da paixão com que escrevo as canções para e acerca de Deus, de meus conflitos, minha fé, minhas esperanças, como vejo o mundo e a vida, como interpreto o coração humano a partir do meu próprio coração, permitam-me, em nome desta liberdade, chamar minha música simplesmente de cristã. Sem querer que este nome se torne outro rótulo. Sem precisar de estratégia de
marketing a fim de que esta música esteja nas melhores lojas do ramo. Sem expectativas de ser um sucesso. Com desejo, sim, de que outros ouçam, mas não a qualquer preço. Muito menos ao preço dessa liberdade tão preciosa de dizer o que está no coração, e não aquilo que as pesquisas me dizem que os outros querem ouvir.

Isto não é liberdade, e sim prisão. E o preço da prisão, comparado ao enorme preço da liberdade é, ainda assim, infinitamente mais alto.

Jorge Camargo é músico, compositor, intérprete, poeta, tradutor e mestre
em ciências da religião pela Universidade Mackenzie. www.jorgecamargo.com.br

Blog SDC Entrevista: Marcos, do Sal da Terra

O Blog do SDC vai começar uma séria de entrevistas.

A primeira é com o Marcos, do Sal da Terra. Encontrar o Marcos é ter a certeza de um bate-papo agradável, de ouvir causos tão interessantes como engraçados, e também de aprender lições de vida. A sua dedicação com a evangelização do sertão é tocante e motivacional. Liderando o grupo Sal da Terra, ele está levando a boa notícia em lugares tão distantes como Sururu de Capote; Sabe onde que fica? Não? O Marcos dá a dica: fica pertinho de Trapiche. Aprendeu agora? Essas dicas geográficas do Sertão não estão na entrevista! Mas você pode ouvir histórias que aconteceram nessas cidades no show do Sal da Terra no Som do Céu. O Marcão conta, você ri, O Sal da Terra toca, você dança. E no final, você ainda vai embora sentindo que está um pouquinho mais perto do Nordeste. Aproveite!

Blog SDC:Olá, Marcos! Há quantos anos você está envolvido com a música cristã?
Marcos: Na música Cristã estou com 16 anos e no Sal da Terra 13.

Blog SDC: Como começou o Ministério Sal da Terra? Conte-nos um pouco sobre este trabalho.
Marcos: O Sal da Terra nasceu do desejo de ir com a música onde, geralmente, a igreja não gosta de ir – sítios, favelas... Logo no início da nossa caminhada, conhecemos uma missão paraibana, a JUVEP, que trabalha no sertão, aí descobrimos o nosso foco ministerial. Hoje atuamos no sertão nordestino evangelizando o sertanejo, e nas demais igrejas, levamos uma mensagem de conscientização sobre a necessidade um maior envolvimento com a obra missionária.

Blog SDC: Você também é veterinário. Como consegue conciliar o seu tempo entre esta profissão e o Sal da Terra?
Marcos: Não há ministério sem renúncia, tenho renunciado parte das férias, folgas, lazer... Vou dividindo os horários que não pertencem a minha atividade profissional com meu trabalho no sal da terra, pregando o evangelho para o meu povo querido. Além do trabalho secular e da igreja, ainda tenho que dispor de um tempo para minha família, procuro dar para eles um tempo de qualidade. De vez em quando tiro um tempinho para mim também. Não é fácil, mas Deus tem dado graça.

Blog SDC: O que você pensa sobre este momento vivido pela igreja, com esta supervalorização da música em detrimento à palavra? E qual é a sua reação ao ver as loucuras feitas por alguns crentes em cima de um palco ou púlpito?
Marcos: A Igreja brasileira vive um momento muito complicado. Em boa parte das vezes, evangelho é pregado e vivido de maneira muito superficial. E isto tem ocorrido em todas as áreas, inclusive na música. A coisa tem partido mais para o lado do ”entretenimento gospel”, são gastos rios de dinheiro e de esforço para a galera se divertir. Muitos desmandos têm ocorrido por que a Palavra tem sido colocada em segundo plano, inclusive nas letras das músicas. Talvez pelo fato dela ser pesada aos ouvidos de quem não quer viver com coerência cristã. E para agradar aos “clientes” muita gente tem apelado para um monte de coisa que não tem nada de bíblia. Há um mercado competitivo e exigente... Eu prefiro ficar de fora.

Blog SDC: Quais foram suas grandes influências ?
Marcos: Nós começamos o Sal da Terra no apogeu das comunidades evangélicas. Nossa música ia na contra-mão daquele movimento todo. Num período onde a igreja só falava em adoração, louvor e batalha espiritual, nós chegamos com um discurso que para muitos soava como desafinado. Falar que Deus queria salvar os sertanejos, era algo totalmente anacrônico. A mídia, como hoje ainda acontece, não nos permitia conhecer quem pensava e fazia coisas diferentes. Porém, eu lembro especificamente de duas músicas: Baião, de Janires, e Já Raiou, de Josué Rodrigues. Lembro também do Vencedores Por Cristo, que conseguia vir a tona, no meio daquele movimento. Pessoas assim, nos apontavam que havia outra alternativa. Estes, e talvez outros que não lembro, nos mostraram que havia um caminho contextual brasileiro que poderíamos trilhar para falar do amor de Deus com a nossa música.

Blog SDC: Cite um momento marcante pra você vivido em um Som do Céu.
Marcos: Conhecer o Som do Céu foi um dos lances mais marcantes do meu ministério. Participar do Som do Céu já é algo muito marcante. Este evento entrou na minha história. Na realidade, me sinto pequeno diante da grandeza do evento e não entendo por que Deus nos permite tocar no meio daquela gente tão talentosa que toca ali.

Blog SDC: Você pode nos dizer algo sobre a importância de um evento como o Som do Céu completar 25 anos ano que vem?
Marcos: Eu fiz uma canção que diz que “o Som do Céu é o som da esperança”. É assim que eu o vejo, como um feixe de esperança de que podemos refletir, ao invés de repetir. Esperança de adorar de fato ao Senhor, ao invés de fazermos apenas caras e bocas. Esperança de procurarmos viver para dar, ao invés de viver para pedir. Que Deus guarde o SDC nos seus vinte e cinco anos e por muito mais tempo. Que Deus guarde Marcelo Gualberto e os demais irmãos que fazem este evento.

Blog SDC: Deixe um recado para as pessoas que estarão lá no SDC ano que vem.
Marcos: Àqueles que eu conheço: Estou “tronxo” de saudade e não vejo a hora de revê-los. Aos que ainda não estiveram por lá: Apareçam, o Som do Céu é imperdível! Um beijo para todos e orem por missões no sertão nordestino.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Nelson Bomilcar: Texto sobre as suas influências

Nelson Bomilcar é realmente um cara com multitalentos. É um músico que toca vários instrumentos. É um compositor excelente, e têm nos presenteado com suas músicas por muitos anos. É um pregador de mão cheia, coração sensível e boa didática. É apresentador de um programa de rádio, em que ele nos apresenta novos e antigos artistas, além de boas entrevistas. E ainda por cima escreve muito bem. Na sua página na internet ( www.nelsonbomilcar.com.br) é possível ler vários textos de sua autoria. Separamos um trecho de um desses textos para você curtir aqui.

Aproveite e dê uma passada pelo site do Nelson. Lá você consegue também ouvir podcasts do programa "Sons do Coração" , que ele apresenta na Rádio TrasMundial.

Ah! E marque na agenda: ano que vem, o Nelson vai estar, acompanhado de sua banda, no Som do Céu. Imperdível.

Segue o texto prometido:

Abbey Road, Clube da Esquina e outras influências
por Nelson Bomilcar

“Há um sentido em que todos os agentes naturais, até mesmo os inanimados, glorificam a Deus continuamente, revelando os poderes que Ele lhes deu. E nesse sentido nós, como agentes naturais, fazemos o mesmo. Nesse nível, os nossos atos iníquos, no sentido em que eles exibem nossa perícia e força, pode dizer-se que glorificam a Deus, tanto quanto nossas boas ações. Uma peça musical executada com excelência, como operação natural que revela um grau alto dos poderes e habilidades dados ao homem, desta forma sempre glorifica a Deus, seja qual tenha sido a intenção dos executores” C.S.Lewis, no capítulo “On Church Music”, do livro Christian Reflections.

Quando falamos de influências recebidas, como evangélicos, quase sempre negamos o que recebemos “dos de fora”, ou negamos nossa história “pré-conversão”. Como se não fizesse parte da história de Deus em nossas vidas. Até por que isto não soa santo, espiritual, cristão, evangélico, puro, inspirado ou profético.

Muito desta postura e pensamento existe porque... (para ler mais clique AQUI)"

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

SDC Indica: Cristianismo Criativo

CRISTIANISMO CRIATIVO é um site que reúne artigos, entrevistas, resenhas de livros, críticas de CDs e DVDs, divulgação de eventos...enfim, o conteúdo é vasto. O legal é que as atenções estão sempre voltadas para o que está acontecendo de legal no momento: quem são os artistas que estão produzindo, em diversas áreas, como música, dança, artes plásticas, entre outras.

O olhar atento do site à cultura e tradição cristã nos fornece também material de reflexão e crítica à toda essa grande nação evangélica brasileira, que não para de crescer - mas que também não consegue ser influente e/ou transformadora no país.

Entre os colaboradores do site, vários amigos do Som do Céu: Carlinhos Veiga, Nelson Bomilcar, Carol Gualberto...
Não deixe de conferir.

Para visitar o site, clique AQUI.



terça-feira, 21 de outubro de 2008

Um alô do Telo Borges



" Meus irmãos em Cristo,é um prazer estar escalado pra esta festa celestial aqui na terra que é o Som do Céu.Meu coração fica cheio de alegria de saber que vou estar no meio de tantos servos do Senhor e, como não poderia deixar de ser, ótimos músicos e companheiros.Tenho um carinho especial por esta galera do Som do Céu pois foi ali que Jesus me pegou e não me largou mais!!Glórias a ele!!
Abraços, Telo"

Crombie no festival Digital Fest

Pessoal,

o Crombie está concorrendo no Digital Fest. É um concurso de bandas pela Internet. Depois da primeira triagem, eles estão com 4 músicas entre as 175 selecionadas! Vale pena navegar pelo site, conferir - e votar! Mas preste atenção: as músicas estão com a marcação do nome do compositor, e não da banda - no caso do Crombie, portanto, o nome é Paulo Nazareth.

As músicas concorrentes são: "A Manga", "Convívio", "Faz Tão Bem" e "Sobre o Tempo", e elas estão listadas em ordem alfabética. É só clicar na música, ouvir, e votar.

Pra quem já é fã, é uma boa oportunidade de apoiar a banda. Pra quem ainda não conhece, é uma ótima maneira de ouvir 4 faixas dos cariocas de Niterói. E no Som do Céu, claro, estaremos todos lá pra curtir tudo isso ao vivo.



domingo, 19 de outubro de 2008

Ligação Direta

por Jorge Camargo

A música de Jorge Camargo é recheada de influências da melhor literatura e poesia. Por isso mesmo, ouvir suas canções é algo prazeroso e enriquecedor. Sua sensibilidade e destreza com as palavras são algumas de suas habilidades, como comprovamos no belo texto que ele escreveu para este blog, e que segue abaixo.

Ligação Direta

Depois de algumas décadas de peregrinação espiritual, estou vivendo um momento profundamente enriquecedor. Além da Escritura, tenho encontrado nos místicos cristãos uma fonte inesgotável de alimento, enlevo, desafio, encorajamento e consolo. A vida e a mensagem desses homens e mulheres têm me servido de referência para tudo que se relaciona às grandes perguntas que povoam minha mente.

Como músico cristão, tenho tido o privilégio de conhecer a igreja brasileira de origem protestante em suas mais variadas manifestações e observar as mais diferentes estruturas litúrgicas e expressões de adoração dessa comunidade de fé.

Os místicos novamente vêm em meu auxílio quando tento compreender o sentido e o significado da adoração bíblica. Ou talvez, diante de tudo que tenho visto e ouvido no Brasil e pelo mundo fora, ao menos entender, no meio de tanto barulho, aquilo que ela não é.

Na base de toda experiência mística há a prerrogativa da ligação direta, da experiência imediata, da unidade com Deus. Nesse aspecto, mística e adoração se encontram. Não há mediações, não há burocracia: entrar na presença de Deus é um ato de fé, estendido a todos que dela lancem mão. Por ser uma experiência imediata de Deus, sem intermediários, ela não poderia ser nem sequer descrita, nem por palavras, nem por símbolos, nem por gestos. A maioria dos místicos nada diz. Vive, vê, contempla, se alegra, sofre, participa. Para que dizer algo? Quem sabe, nada precisa dizer. Só quem não sabe, diz. No entanto, como Deus se manifesta também na palavra, alguns místicos falaram, e nos legaram seus pensamentos.

Em se tratando de adoração, as muitas discussões acerca do tema fazem coro à herança mística. Vêm à tona o paradoxo, a possibilidade do ser e do não ser em uma única circunstância, do silêncio e da palavra como ferramentas construtoras do edifício feito de tempo e de gente, que abriga a nossa história de devoção.

As conclusões ficam a cargo de cada um, no melhor estilo de nossa tradição. O assunto está longe de ser esgotado. Creio, no entanto, que deveríamos todos nos debruçar sobre ele inspirados mais uma vez nos místicos.

Diante do grande mistério que é Deus, meditemos com profunda reverência nas palavras sábias e profundas de um dos mais brilhantes representantes da mística cristã, São João da Cruz, em trecho de sua obra "Cântico Espiritual":

"Fazes muito bem, ó alma, em buscar o Amado sempre escondido, porque muito exaltas a Deus, e muito perto dele te chegas, quando o consideras mais elevado e profundo que tudo quanto podes alcançar. Por esta razão, não te detenhas, seja em parte, seja no todo, naquilo que tuas potências podem apreender. Quero dizer: jamais desejes satisfazer-te nas coisas que entenderes de Deus; antes procura contentar-te no que não compreenderes a respeito dele. Nunca te detenhas em amar e gozar nessas coisas que entendes ou experimentas, mas, ao contrário, põe teu amor e deleite naquilo que não podes entender ou sentir; porque isso, como dissemos, é buscar a Deus na fé. Visto como Deus é inacessível e escondido, conforme também já explicamos, por mais que te pareça achá-lo, senti-lo ou entendê-lo, sempre o hás de considerar escondido, e o hás de servir escondido às escondidas. E não sejas como tantos incipientes que consideram a Deus de modo mesquinho, pensando estar ele mais longe ou mais oculto, quando não o entendem, nem o gozam, nem o sentem; mais verdade é o contrário, porque chegam mais perto de Deus quando menos distintamente o percebem."

Jorge Camargo é músico, compositor, intérprete, poeta, tradutor e mestre
em ciências da religião pela Universidade Mackenzie. www.jorgecamargo.com.br

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Quem vai estar lá: Telo Borges

Telo Borges é um dos grandes nomes da música brasileira. Faz parte do movimento musical "Clube da Esquina", que revolucionou a música na década de 70. Seus parceiros musicais também são grandes figuras, como Flávio Venturini e Lô borges, seu irmão. Suas músicas já foram interpretadas por Elis Regina, Gonzaguinha, Guilherme Arantes, Maria Rita... E como se isso tudo não fosse suficiente, Telo conseguiu mais um feito: ganhou um Grammy Awards em 2003, com sua música "Tristesse" , em parceria com Milton Nascimento. Resumindo: Telo é um desses raros talentos da música nacional.

Telo têm uma experiência muito bacana com Cristo, que envolve diretamente o Som do Céu. Mas essa história ele mesmo vai contar aqui um dia. Entre tantas alegrias, fica a nova amizade, o compartilhar das bençãos e, claro, muita música. Música que já rende parcerias também pelas bandas do Som do Céu. Como você pode conferir no vídeo abaixo: um show de Telo Borges, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte - e com a participação especial de Carol Gualberto, da banda MPC. A música se chama "Rosa dos Ventos".

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

SDC Indica: Plataforma

Plataforma é um programa sobre música e arte feito para a WEB. São vídeos de mais ou menos 5 min, com depoimentos e interpretações de grandes aristas da musica cristã. Tudo é muito bonito: a fotografia, os comentários, o site... é realmente um show! Você precisa visitar para conferir. O endereço é www.plataforma.art.br. Entre os convidados, vários conhecidos do Som do Céu. Vale a pena clicar, curtir - e divulgar. Nossos parabéns a LPC Comunicações (Luz Para o Caminho) e a todos os parceiros que os ajudaram nessa empreitada.

Enquanto você não visita o site, fique com o texto da seção "quem somos". E comece a imaginar...

"Plataforma é um projeto audiovisual que pretende tornar vista a palavra e audível a experiência. Quer contar de gente, ouvindo gente e olhar pra gente espiando o alto. Dizer o que é dito pouco de um jeito simples. Ser carregado daqui para qualquer lugar importando encontrar e encontrar gente. Aqui registramos o som, a voz, o vivo. Não reproduzindo o invisível,mas, tornando visível."

domingo, 12 de outubro de 2008

20 Anos sem Janires

Saudades do Amigo
extraído do Blog do Carlinhos Veiga

Passaram-se vinte anos desde aquele janeiro de 1988. Foi um mês de emoções muito intensas. Pela primeira vez, desde que havia me tornado obreiro em tempo integral da Mocidade Para Cristo eu não ia à Temporada de Janeiro do nosso acampamento em BH. A razão era apenas uma: a Cláudia minha esposa estava nos dias para dar à luz do nosso primeiro filho. Por isso ficamos em Goiânia curtindo o prudente resguardo.

Um dia bem cedo, o telefone de casa tocou. Era o Marcelo Gualberto, amigo do coração com a voz embargada. A notícia era trágica. Janires, o nosso querido Rev. Jajá, havia falecido naquela segunda-feira, dia 11 de janeiro de 1988, às 3h30 da madrugada, em Três Rios, num acidente com o ônibus que o trazia do Rio para BH. Por isso ele não havia chegado para o Clubão na noite daquela segunda. Por isso ele não estava ministrando a música na manhã de terça no acampamento, como era esperado. O corpo foi reconhecido por uns amigos da MPC em Petrópolis e imediatamente ligaram para o escritório em BH.


Na quarta-feira, dia 13, o corpo dele foi velado em Brasília e realizado o culto no templo da Igreja Nova Vida, às 15h. Depois foi sepultado no Cemitério Campo da Esperança. Muito embora eu morasse na época em Goiânia, distante apenas 200 km da Capital Federal, só consegui chegar para o sepultamento, diretamente no cemitério. Naquele manhã tive que levar a Cláudia para alguns exames porque a médica havia detectado que o bebê estava passando por um sofrimento com o amadurecimento precoce da placenta. Com isso tivemos que antecipar o nascimento dele. No dia 19 nasceu o Pedro, nosso primogênito, muito aguardado e amado. O nosso coração se dividia entre a alegria da chegada do Pedro e a tristeza da partida do Janires.

Foram dias, meses, porque não dizer anos, de um profundo luto na MPC. Lembro-me como hoje o tanto que choramos naquele Som do Céu sem a presença de um de seus mentores, o velho Jajá. Quando a Banda Azul tocou tive que sair do circo tamanho nó na garganta.


Conheci o Janires
... (para continuar lendo, clique aqui )

Uma crônica do Som do Céu

por Jorge Camargo

publicada na Revista da Tchurma Dezembro/Janeiro 1999



Dois adolescentes amigos, de alguma cidade desse país conversam sobre o que farão no próximo feriado de Páscoa:

- E aí, vamos pro “Som do Céu”?
- “Som do Céu”, que é isso?
- É tipo um “Woodstock” evangélico.
- “Woodstock”...?
- É. Meu pai disse que em 69, nos Estados Unidos, teve um evento de vários dias reunindo bandas “da hora”, numa fazenda enorme...e que foi um grande “auê”.
- E esse “Som do Céu” é assim?
- Bom, é mais ou menos. Vem uma moçada do Brasil inteiro, muitos ficam em barracas, num lugar tipo sítio. A gente se reúne debaixo de uma lona de circo, ouve várias bandas...
- E as menininhas?
- De montão, cara, de montão!
- Indispensável, mano, indispensável! Diz aí, e as bandas, são legais?
- Quase nenhuma a gente ouve tocar no rádio ou vê nos programas “gospéis” na TV, mas, sabe que quando fui a primeira vez no ano passado fiquei surpreso? Foi o maior barato, cara!
- Olha lá, hein? Não quero perder meu final de semana ouvindo “tralha”...
- “Tralha” por “tralha”, prefiro arriscar ouvir o que não conheço...quem sabe ouço algo de bom, diferente do que rola no meio...?
- Isso lá é verdade. E por que será esse nome “Som do Céu”?
- Ah, esse é o grande barato do evento, mano! Lembro que cheguei lá, na Quinta Feira Santa, tava pra lá e “down”...tinha brigado com a namorada, mãe, pai, papagaio, cachorro...aos poucos fui me enturmando. Tinha uma moçada super receptiva, amiga fui me abrindo... é como se o som que rolasse no palco fosse além dele mesmo. O Marcelo Gualberto, o “big boss” do acampamento, falou na noite de abertura sobre a necessidade da gente ouvir esse “som que vem do céu” dentro do coração... parecia um pouco a pregação de Domingo à noite aqui na igreja, mas, não sei, foi diferente, tinha um calor especial, era cheia de... amor!
- Nossa cara, nunca te ouvi falando assim!
- Pois você não viu nada! Juntando com o som das bandas, estórias que ouvi de muitos lá na frente – algumas igualzinhas às nossas – fui deixando meu coração se amolecido. Lembro que no final não agüentei. Foi um apelo que fizeram pra que entregássemos nossas vidas a Deus... levantei, abracei um amigo do lado que fiz naqueles dias, e chorei. Chorei com naquela primeira vez que nos abraçamos na igreja, ainda molecotes no apelo do pastor, lembra?
- Ô se lembre! Por mais que tentasse esquecer, jamais poderia...
- Pois é... O “Som do Céu” é isso e muito mais!
- Tô nessa, mano...Já fui!
- Posso fazer a reserva em nosso nome?

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Baixo & Voz - Sapato Velho

Os grupos do Som do Céu estão, volta e meia, nos brindando com apresentações de músicas mais que especiais. Músicas feitas por artistas que são referência e influência para eles ( e para nós). São clássicos da MPB, do rock internacional e/ou nacional, das músicas regionais... e claro, nós amamos isso! Quem está sempre no Som do Céu vai se lembrar: o Carlinhos Veiga tocando as músicas caipiras que marcaram a sua trajetória musical; o Jorge Camargo tocando U2, e compartilhando suas opiniões sobre as letras inspiradas de Bono; a Banda MPC tocando Lulu Santos, uma autêntica canção de amor; O Expresso Luz tocando 14 Bis, e transpirando Clube da Esquina; O Telo Borges nos presenteando com suas canções (e de seus amigos: Milton, Lô...) no Bar do Som, acompanhado do Stênio e do Silvestre. Esse é um dos motivos que faz do Som do Céu um evento tão especial. E segue aqui um video que mostra um pouco isso: Baixo e Voz tocando "Sapato Velho", do Roupa Nova. Bem do jeito deles, manso, com o virtuosismo do Sérgio e a suavidade da Marivone. O vídeo não foi feito no Som do Céu. Mas isso (quem já foi, sabe) é puro Som do Céu. Aproveite!


Sobre o SDC: Crombie

Fala aí, gente querida!

Faz tempo que a gente participa do Som do Céu. Todo ano estamos lá, desde muleques, não como músicos mas como meninos que descobriram ainda cedo o prazer de estar nesse lugar.

Hoje já não somos mais tão muleques mas amamos cada vez mais o tempo precioso que passamos lá. A música presente de forma tão intensa e diversa, o colorido do circo e do lugar, o clima agradável, a comunhão, a simplicidade, a liberdade do espírito, as orações e a atmosfera leve e descontraída marcaram e marcam de forma muito singular a vida de cada um de nós. Lá conhecemos amigos queridos, pessoas dos mais diferentes lugares, e tivemos contato com influências musicais tão interessantes, variadas e importantes pra nós. Tivemos nossas vidas tranformadas, rabiscamos e arriscamos nossas primeiras composições e compartilhamos experiências até hoje contadas com boa lembrança em nossas conversas mais felizes.

Fazemos parte de uma nova geração que colhe hoje, com muita alegria e gratidão, os frutos do que foi plantado por gente que resolveu sonhar os sonhos de Deus, se colocando a disposição dEle. (Lembramos agora do "tio" Marcelo Gualberto, dentre tantos outros, que são referência e inspiração pra nós).


Como não poderia deixar de ser, aguardamos com grande expectativa os dias de nos encontrarmos lá novamente. Certamente a edição 2009 / 25 anos será incrível, imperdível, inesquecível. Já viram quem estará por lá? Não perderíamos de jeito nenhum. Nem que tivéssemos que dormir sem barraca, no meio da floresta.


Teremos todos a possibilidade de degustar um pouco da eternidade preparada por Deus pra nós, já nos dias aqui. Seremos abençoados, com certeza, e queremos muito ser benção na vida dos que estarão lá.


Então, nos vemos logo!
Até!


Paulo Nazareth/Crombie.
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Escute um trecho da música "Chuva de Vento", parte do Álbum "Por Enquanto".


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Falar do Som do Céu é Fácil: Baixo & Voz

Falar de Som do Céu é fácil...

Em novembro de 1994, em uma congregação presbiteriana em Ribeirão Preto (SP), apresentamos nosso trabalho, Baixo & Voz (na época ainda “Voz e Baixo”), que contava com apenas duas músicas (iniciamos o duo em 1991).

Neste dia quem pregava nesta congregação era o Marcelo Gualberto, vulgo “Marcelão”, que nos viu tocando uma das duas músicas: Resposta Certa, do Sérgio Pimenta. Como o Marcelão curtiu bastante, na maior cara-de-pau pedimos para nos apresentar no Som do Céu do ano seguinte. E não é que o cara deixou...

Dois anos antes havíamos participado pela primeira vez como acampantes e ficamos animadíssimos vendo e ouvindo tantas bandas e músicos bons como: Expresso Luz, João Alexandre, Jorge Camargo, Vencedores por Cristo, Banda Azul, Banda e Voz, “entre outros”. Esse “entre outros” é um dos charmes do Som do Céu. Nunca se sabe as surpresas que rolarão nos dias de Páscoa naquelas montanhas mineiras...

Para nós, tocar neste evento foi iniciar um trabalho (para a linguagem crentês: um “ministério”) que dura até os dias de hoje, que rendeu quatro CDS Baixo & Voz, muitas viagens, uma passagem minha como baixista do Expresso Luz em 1997 (bem quando o mano Carlinhos Veiga se mudou para Brasília, tremenda “responsa” – o Renny vivia chorando quando falava do Carlinhos; um dia perguntei prá ele se era porque o Carlinhos saiu ou porque eu entrei...rs...), canjas com Wanda Sá e Telo Borges, e muitos bons amigos (lembro neste momento com saudades de Rogério Pinheiro e Romero Fonseca)!

Me lembro bem do primeiro dia que levei nossas “fitas K-7” (algum adolescente sabe o que é isso?!) para vender na “livraria do Richard”. Ele me olhou espantando, pois eu havia levado 400 fitas em uma mala – hahahahahahahaha... o Richard me disse: “Deixa umas 20, depois você vai repondo”- que gentil que ele foi...; acho que vendemos umas oito no total...

Depois que fizemos a primeira apresentação no Som do Céu, lembro que desci do palco ainda tremendo, meio branco, e dei de cara com o Marinho (que acompanhava o Jorge Camargo na ocasião), um dos baixistas mais competentes que já vi tocando ao vivo e em gravações, me esperando de braços abertos para nos cumprimentar pela apresentação... não só ele, mas o Rogério Boccato, galera dos Vencedores Por Cristo, nossos amados do Expresso Luz e vários outros nos abraçaram e incentivaram, nos levando a ampliar o repertório, investir tempo e dinheiro no Baixo & Voz.

Não posso deixar de citar vários pastores e músicos que deram mensagens maravilhosas nestes anos todos também, enriquecendo nossas mentes, corações e espíritos, como Lucas de Paiva Pina, Chico, Nilsinho, Marcelão, Nelson Bomilcar, Jorge Camargo, Guilherme Kerr, Jasiel Botelho (que quase me fez morrer de tanto rir...o cara começou a pregação contando piada de mineiro...!), Carlinhos Veiga, Ricardo Costa e vários outros...

Falar sobre tudo isso é fácil, o difícil é não se emocionar lembrando como Deus tramou a história de nossas vidas associada a gente do Brasil todo a partir de um evento chamado Som do Céu...
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Escute um trecho da canção "Barquinho", uma das belas músicas do último CD da dupla,"Viagens de Fé". Para saber um pouco mais sobre eles, escreva para sergio@baixoevoz.com.br.


Um pouco de história: Wesley & Marlene e SDC

Olá! Aqui é o casal ou a dupla Wesley e Marlene como preferirem...como a gente é da turma do Jurassic Park vamos falar um pouquinho da nossa história:

Atualmente trabalhamos no ministério itinerante da Rádio Transmundial onde divulgamos seus projetos missionários e também podemos testemunhar e cantar pelos rincões desse país.

Nos convertemos no início dos anos 80, fomos cantores profissionais das noitadas goiana e brasiliense, naquela época principalmente Wesley foi cantor de carteirinha do Festival Comunica Som de Goiás ganhando por 6 anos consecutivos como melhor intérprete, o júri desse festival eram os feras como Ivan Lins, Hermeto Pascoal, MPB4, Quarteto em Si, Taiguara etc. Marlene cantou na banda Raulino de Brasília e em casas noturnas daquela cidade , acabou se envolvendo com drogas da pesada. Enfim nos conhecemos nesse contexto; muita música, drogas e álcool . Deus na sua infinita graça e misericórdia nos alcançou, aí a única que sobrou de tudo aquilo que vivíamos foi a música mesmo. Então se inicia em nossa vida algo lindo arquitetado pelo Senhor em nós, um novo cântico pra sua honra e glória. Começamos nosso ministério no Ágape em Goiânia , depois participamos de uma equipe de VPC então surgiu o grande desafio de iniciar o MILAD junto com outros amigos músicos a convite do Nelsão . Com o MILAD participamos das produções musicais, muito chão rodado, evangelismo em praças, teatros, praias, garimpos, retiros, congressos e igrejas. Foi exatamente naquela época que tivemos nossas primeiras participações do Som do Céu e podemos afirmar que sempre foi um privilégio e uma grande benção em todos os sentidos. Cremos que essa idéia do Marcelo “foi de Deus”, por onde andamos nesse país pessoas elogiam essa iniciativa da MPC. O lugar é lindo e pessoas de todo o Brasil se reúnem no mesmo propósito de louvar e adorar ao Senhor. Rola muita música bacana em todos os estilos; da thurma do Jurassic Park e dessa nova geração também. Não há como não curtir o Som do Céu . Marcelo parabéns por sua perseverança e por fazer tanta gente feliz . Há uma grande expectativa em nosso coração pelo Som do Céu 2009...vai ser demais, ninguém pode perder. Obrigado por nos dar a honra de estar mais uma vez com vocês. Deus continue abençoando o Som do Céu!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Sentido do Som do Céu

por Jorge Camargo (texto publicado na 1° edição da Revista da Tchurma – ano 1997)

“Esse canto atravessou os séculos e chegou aos nossos ouvidos...”

Som do Céu... que som seria esse? Nunca estive lá na glória, mas o que sei por certo é que o Som do Céu é som de Deus. “... de repente veio do céu um som – Atos 2:2”. Este som, que enche a casa e a vida dos que nela se encontram, é o som da unidade, a antítese da Babel (confusão em que ninguém se entende), o som que sonoriza a ante-sala do paraíso, a qual se transforma em qualquer lugar, quando, através do amor, todos passam a falar a mesma língua. É também um som que ecoa dos “alegres campos de livramento”, que cercam a alma do salmista (Salmo 32:7). Ou pode ser até mesmo o som silencioso das estrelas, proclamando incessantemente a glória de Deus (salmo 19:1). Sei, contudo, que esse Som do Céu, além de ser de Deus, pode ser muito bem o som da gente. “E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor... (Salmo 40:3)”. O som vem do Alto, mas alguém aqui embaixo, um menino-poeta-músico-pastor; que se tornou um rei foi, entre outros, que encantou. E esse canto atravessou os séculos e chegou aos nossos ouvidos e eu e você também cantamos.

Há por fim um último Som do Céu. É o som do acampamento de páscoa da MPC. Fruto da visão de gente que sonha os sonhos de Deus (Janires, Marcelo Gualberto, entre outros), esse evento tem me abençoado nos últimos sete anos. Os grupos musicais, as mensagens, as palavras de carinho, o incentivo de muitos, a oração de todos, o circo, a chuva, a maravilhosa comida nos restaurantes chão de terra batida lá da Vilinha de Macacos, enfim, cada detalhe, cada momento, cada abraço, cada voz, cor e som... Tudo me faz lembrar o Céu que ainda não conheço, mas do qual morro de saudades; as mansões que não mereço, mas que Jesus, há quase dois mil anos, tem preparado pra mim e para todos os que crêem.
Se você já participou de ao menos um Som do Céu, sabe do que estou falando.

Se não participou, arrume um jeitinho de participar. É só vir, fechar os olhos (se achar necessário), abrir o coração (isso sim é imprescindível!)... e ouvir.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Som do Céu 2009 - Convidados

Nomes confirmados! Dá só uma olhada em quem vai estar lá. Vai ser, realmente, uma festa inesquecível!

Convidados (em ordem alfabética):




Aristeu Pires







Baixo & Voz








Banda MPC






Carlinhos Veiga






Rubão (Cia de Jesus)






Crombie








Expresso Luz







Grupo Logos










João Alexandre






Jorge Camargo







Jorge Rehder








Nelson Bomilcar









Quarteto Vida








Sal da Terra









Sondafé








Stênio Marcius & Silvestre Kuhlmann








Telo Borges








Vencedores Por Cristo







Wesley & Marlene




>> ATUALIZAÇÃO - Temos mais alguns nomes confirmados:

Paulinho Marotta(ex-Rebanhão);

Grupo Gólgota (excelente banda de Rock, de Curitiba);

Zazo ( Céu na Boca).


Em breve a fotos aparecem aqui.


Ainda estamos acertando mais um ou dois nomes. Assim que fecharmos isto, vocês saberão aqui. Por estarmos há mais de 5 meses do evento, estes nomes também poderão sofrer alguma modificação. Fique ligado no blog, e até lá!

Estamos de Volta!

Olá, pessoal!

aora sim! Depois de muitas conversas, reuniões, telefonemas, estamos de volta! A partir de agora, os posts voltam a ser diários! Não perca!

MPC Brasil