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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

TOP 5! Jorge Camargo

Vamos começar uma seção nova no blog, chamada "TOP 5!" . Vamos perguntar aos convidados do Som do Céu qual é a lista dos 5 melhores, sobre temas específicos. Músicas, livros, discos, filmes.... vocês vão ver.

Quem começa este TOP5! é o Jorge Camargo. E a pergunta pra ele foi:

Quais são as 5 melhores letras do U2?

5. Sunday Bloody Sunday - pela reflexão sobre o conflito entre cristãos (?) na Irlanda do norte. (confira a música abaixo, interpretada pelo próprio Jorge Camargo).



4. Grace - a metáfora da garota que vê a vida colorida, aplicada à graça como expressão do amor divino.
Para ouvir, clique AQUI.

3. Forty - Versão fantástica do Salmo 40.
Para ouvir, clique AQUI.


2. Beautiful Day - Uma canção docemente explosiva, que canta a esperança.
Para ouvir, clique AQUI.


1. E disparado... I Still Haven't Found What I'm Looking For - A canção cristã símbolo da pós-modernidade: "eu acredito na vinda do reino... mas ainda não achei o que estou procurando." (!) Confira abaixo o vídeo do Jorge cantando essa canção:


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Blog SDC Entrevista: Jorge Camargo

Jorge Camargo é um excelente músico. Sua voz, inconfundível e suave , encaixam como uma luva em seu bem tocado violão. Além disso, Jorge é também um grande poeta. Suas composições nos ensinam que, ao contrário do que se vê hoje na maioria das igrejas, métrica, melodias e rimas podem sim caminhar juntas.

Recentemente, ele fez uma participação muito legal no programa PLATAFORMA. Para assistir, clique AQUI. (na seção Arquivo, clique em Jorge Camargo). Neste programa você pode conferir uma de suas músicas, e comprovar o que foi dito no parágrafo anterior.

Jorge, que também é escritor e tradutor, está com um site muito legal na internet, o www.jorgecamargo.com.br. Nele você confere a sua discografia, fotos, e ainda lê alguns textos muito interessantes que Jorge publica em seu blog.

As mesmas idéias claras e equilibradas que você lê em seus textos estão aqui nesta entrevista exclusiva para o blog do Som do Céu 2009, como você pode conferir abaixo:

Blog SDC: Olá, Jorge! Há quantos anos você está envolvido com a música cristã? De quais grupos você já participou?
Jorge Camargo: Eu comecei a tocar aos 13 anos de idade, e aos 18 participei de minha primeira gravação com o grupo Vencedores por Cristo. Já se vão 27 anos.
Além dos Vencedores, participei também do Grupo Semente (1982-1987).

Blog SDC: Suas composições são conhecidas – e admiradas em todo o Brasil. Podemos sempre perceber um cuidado muito grande com a poesia e a métrica nas suas músicas. Você acha que essa preocupação está sendo deixada de lado nas composições desta nova geração de músicos evangélicos?
Jorge Camargo: Penso que há muita desinformação. Assim como há músicos que não possuem qualquer conhecimento técnico, há também letristas totalmente intuitivos. Ocorre que tanto no caso dos músicos quanto dos letristas, conhecimento técnico e de ferramentas musicais e literárias pode auxiliar e muito na qualidade das obras artísticas. Nesse sentido, observo uma enorme falta de conhecimento e informação sobre esses recursos.

Blog SDC: Você pode citar alguns discos que marcaram sua história musical?
Jorge Camargo: MPB: Chico Buarque (1977); Ópera do Malandro (1978); O Grande Circo Místico (1985); Novo Tempo – Ivan Lins (1980); Clube da Esquina II (1978); Sentinela (1979); Caçador de Mim (1980); Ânima (1982) – Milton Nascimento, entre muitos outros.

MPB Cristã: De Vento em Popa (1977); Tanto Amor (1980) Vencedores por Cristo; Pescador (1983).


CCM: For Him Who Has Ears To Hear (1977); No Compromise (1978) Keith Green; Todos do Phil Keaggy, John Michael Talbot, Michael Card, entre outros.


Blog SDC: Qual a importância das outras formas de arte (literatura, pintura) para a formação artística de um músico. E se tratando de um músico cristão, isso não deveria ter um peso ainda maior?
Jorge Camargo:Penso que toda forma de arte é importante para qualquer pessoa. A arte é um meio de conexão com o transcendente, com aquilo que está para além de nós. Por isso as artes, desde os primórdios da humanidade estarem conectadas com a religião. Devemos apreciar e valorizar toda forma de arte, em prol de nossa sanidade.

Blog SDC: O que você pensa sobre este momento vivido pela igreja, com esta supervalorização da música em detrimento à palavra? E qual é a sua reação ao ver as loucuras feitas por alguns crentes em cima de um palco ou púlpito?
Jorge Camargo: A centralização da Palavra é uma herança eminentemente protestante. Na Idade Média a maioria da população era analfabeta e os ícones desempenhavam um papel importante na comunicação do evangelho.
O que a gente observa hoje é uma banalização da mensagem, tanto na música como na pregação.
Quanto às “viagens” que a gente assiste, elas fazem parte da nossa condição humana que, nas igrejas, a gente tenta varrer pra baixo do tapete.

Blog SDC: O que você tem escutado e lido ultimamente?
Jorge Camargo: Eu tenho escutado Dory Caymmi (Contemporâneos), The Manhatan Transfer (Brasil), Ivan Lins (Acariocando), Mônica Salmaso (Noites de Gala, Samba na Rua), Madeleine Peyroux, Toninho Horta, etc.

As leituras passam pelas traduções que tenho feito: Brian Manning, Henri Nouwen, Eugene Peterson, além de Saramago, Fernando Pessoa, Drummond, etc.

Blog SDC: Você pode nos dizer algo sobre a importância de um evento como o Som do Céu completar 25 anos ano que vem?
Jorge Camargo: Eu sempre vi e vejo o Som do Céu como mais do que um evento. Pra mim é um encontro de amigos, uma oportunidade de recarregar as baterias, de viver um pouco do que seja comunhão, comunidade. Estou muito contente de poder retornar depois de tanto tempo.

Blog SDC: Deixe um recado para as pessoas que estarão lá no SDC ano que vem.
Jorge Camargo: O meu recado é: que a diversidade musical e artística do Som possa ampliar os nossos horizontes de fé, de compreensão do mundo, possa nos tornar mais tolerantes, menos presunçosos em relação às nossas convicções religiosas, para que nos tornemos mais naqueles que servem, e menos naqueles que são servidos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Música Cristã Contemporânea - O preço da Liberdade

por Jorge Camargo

A reforma protestante representou uma ruptura com o mundo medieval. Desde a revolta de Wycliff contra Roma na Inglaterra, passando por Lutero na Alemanha, Calvino e tantos outros que os seguiram, a liberdade passou a ser o lema. Liberdade para ler as Escrituras, para cultuar a Deus, para ser uma comunidade religiosa não vinculada ao Estado, enfim, todas as conquistas que vários registros na História têm destacado nos anos que se seguiram a este movimento tão importante.

Ocorre que a liberdade tem um preço, e um preço muito alto. É só olharmos a realidade religiosa do contexto protestante ao nosso redor. Todo o dia nasce uma nova comunidade, com teologia e prática próprias, apregoando conceitos que seus líderes entendem que sejam inspirados pelos valores expressos no texto sagrado, ou por valores muitas vezes inspirados por outros textos (ou intentos) questionáveis. De novo, este é o preço da liberdade.

Muitos, bem intencionados, têm tentado "pôr ordem na casa", propondo uma mobilização em prol de uma liga aglutinadora de pessoas e valores reformados, que possam dar rumo e ser prumo para uma comunidade tão desintegrada e desconectada. Ledo engano. O "bicho" da liberdade escapou por entre os dedos, saltou na mata e não há santo (no sentido genérico da palavra) que consiga capturá-lo, a fim de trazê-lo de volta à sua redoma... Que cara é esta tal liberdade!

Há 20 e tantos anos trabalhando com música entre as comunidades cristãs, observo que o fenômeno desta liberdade tem se manifestado também nas artes, com toda a intensidade e todas as implicações dela decorrentes. No início desta minha caminhada eram poucos os grupos, raras as produções, difícil o acesso a material importado, por exemplo. Hoje as coisas estão bem diferentes. Por conta, em parte, da abertura econômica dos anos 90, temos nas prateleiras de nossas livrarias todo o tipo de música religiosa internacional à disposição, sem falar na nacional, há algum tempo rotulada de gospel.

Permita-me você, leitor, que está dispondo deste seu tempo tão precioso a fim de ler este texto e, quem sabe, saber onde acaba esta história sobre essa tal liberdade, a mesma liberdade de dizer que discordo deste rótulo para a música que eu e outros temos produzido e veiculado nos últimos anos.

Em nome da herança dos reformadores, em nome de mais de 2.000 anos de história cristã, em nome do bom senso, em nome de minhas convicções pessoais e da paixão com que escrevo as canções para e acerca de Deus, de meus conflitos, minha fé, minhas esperanças, como vejo o mundo e a vida, como interpreto o coração humano a partir do meu próprio coração, permitam-me, em nome desta liberdade, chamar minha música simplesmente de cristã. Sem querer que este nome se torne outro rótulo. Sem precisar de estratégia de
marketing a fim de que esta música esteja nas melhores lojas do ramo. Sem expectativas de ser um sucesso. Com desejo, sim, de que outros ouçam, mas não a qualquer preço. Muito menos ao preço dessa liberdade tão preciosa de dizer o que está no coração, e não aquilo que as pesquisas me dizem que os outros querem ouvir.

Isto não é liberdade, e sim prisão. E o preço da prisão, comparado ao enorme preço da liberdade é, ainda assim, infinitamente mais alto.

Jorge Camargo é músico, compositor, intérprete, poeta, tradutor e mestre
em ciências da religião pela Universidade Mackenzie. www.jorgecamargo.com.br

domingo, 19 de outubro de 2008

Ligação Direta

por Jorge Camargo

A música de Jorge Camargo é recheada de influências da melhor literatura e poesia. Por isso mesmo, ouvir suas canções é algo prazeroso e enriquecedor. Sua sensibilidade e destreza com as palavras são algumas de suas habilidades, como comprovamos no belo texto que ele escreveu para este blog, e que segue abaixo.

Ligação Direta

Depois de algumas décadas de peregrinação espiritual, estou vivendo um momento profundamente enriquecedor. Além da Escritura, tenho encontrado nos místicos cristãos uma fonte inesgotável de alimento, enlevo, desafio, encorajamento e consolo. A vida e a mensagem desses homens e mulheres têm me servido de referência para tudo que se relaciona às grandes perguntas que povoam minha mente.

Como músico cristão, tenho tido o privilégio de conhecer a igreja brasileira de origem protestante em suas mais variadas manifestações e observar as mais diferentes estruturas litúrgicas e expressões de adoração dessa comunidade de fé.

Os místicos novamente vêm em meu auxílio quando tento compreender o sentido e o significado da adoração bíblica. Ou talvez, diante de tudo que tenho visto e ouvido no Brasil e pelo mundo fora, ao menos entender, no meio de tanto barulho, aquilo que ela não é.

Na base de toda experiência mística há a prerrogativa da ligação direta, da experiência imediata, da unidade com Deus. Nesse aspecto, mística e adoração se encontram. Não há mediações, não há burocracia: entrar na presença de Deus é um ato de fé, estendido a todos que dela lancem mão. Por ser uma experiência imediata de Deus, sem intermediários, ela não poderia ser nem sequer descrita, nem por palavras, nem por símbolos, nem por gestos. A maioria dos místicos nada diz. Vive, vê, contempla, se alegra, sofre, participa. Para que dizer algo? Quem sabe, nada precisa dizer. Só quem não sabe, diz. No entanto, como Deus se manifesta também na palavra, alguns místicos falaram, e nos legaram seus pensamentos.

Em se tratando de adoração, as muitas discussões acerca do tema fazem coro à herança mística. Vêm à tona o paradoxo, a possibilidade do ser e do não ser em uma única circunstância, do silêncio e da palavra como ferramentas construtoras do edifício feito de tempo e de gente, que abriga a nossa história de devoção.

As conclusões ficam a cargo de cada um, no melhor estilo de nossa tradição. O assunto está longe de ser esgotado. Creio, no entanto, que deveríamos todos nos debruçar sobre ele inspirados mais uma vez nos místicos.

Diante do grande mistério que é Deus, meditemos com profunda reverência nas palavras sábias e profundas de um dos mais brilhantes representantes da mística cristã, São João da Cruz, em trecho de sua obra "Cântico Espiritual":

"Fazes muito bem, ó alma, em buscar o Amado sempre escondido, porque muito exaltas a Deus, e muito perto dele te chegas, quando o consideras mais elevado e profundo que tudo quanto podes alcançar. Por esta razão, não te detenhas, seja em parte, seja no todo, naquilo que tuas potências podem apreender. Quero dizer: jamais desejes satisfazer-te nas coisas que entenderes de Deus; antes procura contentar-te no que não compreenderes a respeito dele. Nunca te detenhas em amar e gozar nessas coisas que entendes ou experimentas, mas, ao contrário, põe teu amor e deleite naquilo que não podes entender ou sentir; porque isso, como dissemos, é buscar a Deus na fé. Visto como Deus é inacessível e escondido, conforme também já explicamos, por mais que te pareça achá-lo, senti-lo ou entendê-lo, sempre o hás de considerar escondido, e o hás de servir escondido às escondidas. E não sejas como tantos incipientes que consideram a Deus de modo mesquinho, pensando estar ele mais longe ou mais oculto, quando não o entendem, nem o gozam, nem o sentem; mais verdade é o contrário, porque chegam mais perto de Deus quando menos distintamente o percebem."

Jorge Camargo é músico, compositor, intérprete, poeta, tradutor e mestre
em ciências da religião pela Universidade Mackenzie. www.jorgecamargo.com.br

domingo, 12 de outubro de 2008

Uma crônica do Som do Céu

por Jorge Camargo

publicada na Revista da Tchurma Dezembro/Janeiro 1999



Dois adolescentes amigos, de alguma cidade desse país conversam sobre o que farão no próximo feriado de Páscoa:

- E aí, vamos pro “Som do Céu”?
- “Som do Céu”, que é isso?
- É tipo um “Woodstock” evangélico.
- “Woodstock”...?
- É. Meu pai disse que em 69, nos Estados Unidos, teve um evento de vários dias reunindo bandas “da hora”, numa fazenda enorme...e que foi um grande “auê”.
- E esse “Som do Céu” é assim?
- Bom, é mais ou menos. Vem uma moçada do Brasil inteiro, muitos ficam em barracas, num lugar tipo sítio. A gente se reúne debaixo de uma lona de circo, ouve várias bandas...
- E as menininhas?
- De montão, cara, de montão!
- Indispensável, mano, indispensável! Diz aí, e as bandas, são legais?
- Quase nenhuma a gente ouve tocar no rádio ou vê nos programas “gospéis” na TV, mas, sabe que quando fui a primeira vez no ano passado fiquei surpreso? Foi o maior barato, cara!
- Olha lá, hein? Não quero perder meu final de semana ouvindo “tralha”...
- “Tralha” por “tralha”, prefiro arriscar ouvir o que não conheço...quem sabe ouço algo de bom, diferente do que rola no meio...?
- Isso lá é verdade. E por que será esse nome “Som do Céu”?
- Ah, esse é o grande barato do evento, mano! Lembro que cheguei lá, na Quinta Feira Santa, tava pra lá e “down”...tinha brigado com a namorada, mãe, pai, papagaio, cachorro...aos poucos fui me enturmando. Tinha uma moçada super receptiva, amiga fui me abrindo... é como se o som que rolasse no palco fosse além dele mesmo. O Marcelo Gualberto, o “big boss” do acampamento, falou na noite de abertura sobre a necessidade da gente ouvir esse “som que vem do céu” dentro do coração... parecia um pouco a pregação de Domingo à noite aqui na igreja, mas, não sei, foi diferente, tinha um calor especial, era cheia de... amor!
- Nossa cara, nunca te ouvi falando assim!
- Pois você não viu nada! Juntando com o som das bandas, estórias que ouvi de muitos lá na frente – algumas igualzinhas às nossas – fui deixando meu coração se amolecido. Lembro que no final não agüentei. Foi um apelo que fizeram pra que entregássemos nossas vidas a Deus... levantei, abracei um amigo do lado que fiz naqueles dias, e chorei. Chorei com naquela primeira vez que nos abraçamos na igreja, ainda molecotes no apelo do pastor, lembra?
- Ô se lembre! Por mais que tentasse esquecer, jamais poderia...
- Pois é... O “Som do Céu” é isso e muito mais!
- Tô nessa, mano...Já fui!
- Posso fazer a reserva em nosso nome?

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Sentido do Som do Céu

por Jorge Camargo (texto publicado na 1° edição da Revista da Tchurma – ano 1997)

“Esse canto atravessou os séculos e chegou aos nossos ouvidos...”

Som do Céu... que som seria esse? Nunca estive lá na glória, mas o que sei por certo é que o Som do Céu é som de Deus. “... de repente veio do céu um som – Atos 2:2”. Este som, que enche a casa e a vida dos que nela se encontram, é o som da unidade, a antítese da Babel (confusão em que ninguém se entende), o som que sonoriza a ante-sala do paraíso, a qual se transforma em qualquer lugar, quando, através do amor, todos passam a falar a mesma língua. É também um som que ecoa dos “alegres campos de livramento”, que cercam a alma do salmista (Salmo 32:7). Ou pode ser até mesmo o som silencioso das estrelas, proclamando incessantemente a glória de Deus (salmo 19:1). Sei, contudo, que esse Som do Céu, além de ser de Deus, pode ser muito bem o som da gente. “E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor... (Salmo 40:3)”. O som vem do Alto, mas alguém aqui embaixo, um menino-poeta-músico-pastor; que se tornou um rei foi, entre outros, que encantou. E esse canto atravessou os séculos e chegou aos nossos ouvidos e eu e você também cantamos.

Há por fim um último Som do Céu. É o som do acampamento de páscoa da MPC. Fruto da visão de gente que sonha os sonhos de Deus (Janires, Marcelo Gualberto, entre outros), esse evento tem me abençoado nos últimos sete anos. Os grupos musicais, as mensagens, as palavras de carinho, o incentivo de muitos, a oração de todos, o circo, a chuva, a maravilhosa comida nos restaurantes chão de terra batida lá da Vilinha de Macacos, enfim, cada detalhe, cada momento, cada abraço, cada voz, cor e som... Tudo me faz lembrar o Céu que ainda não conheço, mas do qual morro de saudades; as mansões que não mereço, mas que Jesus, há quase dois mil anos, tem preparado pra mim e para todos os que crêem.
Se você já participou de ao menos um Som do Céu, sabe do que estou falando.

Se não participou, arrume um jeitinho de participar. É só vir, fechar os olhos (se achar necessário), abrir o coração (isso sim é imprescindível!)... e ouvir.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Quem vai estar lá: Nelson Bomilcar

Nelson Bomilcar é conhecido no Brasil como pastor, missionário, músico, compositor, conferencista e escritor. Casado com Carla e pai de Karen e Nathan, há 33 anos tem abençoado o Brasil com as suas canções, parcerias, produções e arranjos, presentes em inúmeros trabalhos da música cristã nacional.

O Som do Céu está muito ligado ao Nelson. Primeiro, porque ele quase sempre está lá para nos presentar com seus shows.Segundo porque, nas poucas vezes em que não esteve presente, estávamos cantando suas músicas. Sua obra é influência para muitos artistas, e é uma alegria enorme podermos receber um pouco de seu talento e sua arte.

Para quem ainda não sabe, o Nelson apresenta o “Sons do Coração“, programa transmitido para todo o Brasil, Portugal e comunidades de língua portuguesa ao redor do mundo, pela Rádio Transmundial
(www.transmundial.com.br). O “Sons do Coração” é um programa voltado para a Adoração, Música e Arte Cristã, um acervo de depoimentos de músicos, compositores e líderes de adoração que fazem a história da música cristã brasileira.

Confira abaixo um trecho de uma de suas músicas, "Não a nós, Senhor".
Esta versão está presente no disco Caminhos do Coração, e conta com a participação de Jorge Camargo.



Para quem quer saber um pouco mais sobre Nelson Bomilcar, entre no site: www.nelsonbomilcar.com.br.