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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Carlinhos Veiga canta com exclusividade para o blog do SDC.

Em janeiro tivemos mais uma temporada de verão no acampamento MPC. Foi maravilhoso, como sempre! Uma das alegrias especias foi a presença de Carlinhos Veiga e sua família! Quanto talento!

Durante o Treinamento para Líderes de Jovens, Carlinhos pegou a sua viola, sentou ali nos bancos da fogueira, embaixo de algumas árvores, e cantou pra nós a música "Sabiá". Como combina: Carlinhos, a mata do tumbá, a viola e o canto dos pássaros ao fundo. Aproveite:




terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Texto sobre o SDC 2009 na Ultimato




Ultimato é uma revista cristã que há 40 anos faz um trabalho muito legal, de linha editorial bem equilibrada, uma ótima equipe de articulistas e que preza pela seriedade do evangelho.

Talvez o melhor resumo seja este, que está no site da editora:

"FUNDADA EM 1968, ULTIMATO APRESENTA O CONTEÚDO BÍBLICO NUMA FORMA CRIATIVA E CONTEXTUALIZADA. AO LADO DE MUITOS OUTROS, PARTICIPA DA PROCLAMAÇÃO DA BOA NOVA QUE NUNCA FICA VELHA, DA ESPERANÇA QUE NUNCA MORRE E DO SALVADOR QUE NUNCA MUDA."

Uma revista que gostamos, admiramos e recomendamos!

Na última edição é possível conferir um texto sobre o Som do Céu, assinado por Carlinhos Veiga. Confira um trecho:

25 anos de Som do Céu

"Deus tem me dado grandes privilégios. Um deles é ser o músico que mais pisou nos palcos do Som do Céu. Para quem não conhece, o Som do Céu é um acampamento promovido pela Mocidade Para Cristo (MPC), realizado nos arredores de Belo Horizonte, no feriado da Páscoa.
Em 1985 aconteceu a sua primeira edição, com a participação do Rebanhão, Vozes da Promessa, Logos e Quarteto Vida. Desse eu não participei; o Expresso Luz não havia sido convidado. Porém, um ano depois estávamos em Belo Horizonte emocionados em cantar num evento de repercussão nacional, dividindo o palco com aqueles músicos cristãos que eram inspiração para nós.


Os tempos eram outros. Ainda não se ouvia falar do movimento gospel, a repercussão dos movimentos neopentecostais ainda era pequena, quase não se ouvia música cristã no rádio e a participação da igreja evangélica na televisão era ainda tímida. Falo de tempos em que o processo de gravação era ainda bastante caro e de difícil acesso. Praticamente tudo vinha do eixo Rio–São Paulo.

Desse palco muitos artistas surgiram e..." para continuar lendo, clique AQUI.


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Blog SDC Entrevista: Carlinhos Veiga

Aproveitando o post feito aqui ontem sobre o Carlinhos Veiga, vamos logo publicar a sua entrevista. Manso como sempre, gentil como sempre, inteligente como sempre, Carlin (como é chamado por alguns) fala sobre a herança musical de sua família, sobre suas inspirações, sobre o momento vivido pela igreja brasileira e, claro, sobre o Som do Céu. Aproveite!


Blog SDC:Olá, Carlinhos! Há quantos anos você está envolvido com a música cristã?
Carlinhos Veiga: Desde os primeiros dias da minha conversão. Janeiro de 1981... Conheci a Jesus num acampamento e lá mesmo já comecei a tocar com o pessoal do grupo musical. Nunca mais saí...

Blog SDC: Sua música é carregada de elementos nacionais. Aliás, de elementos regionais, de Goiás, de Minas... De onde vêm essas influências?
Carlinhos Veiga: Isso tudo veio da influência da minha família. Lembro-me ainda pequeno com meus avós, tios e primos, reunidos em torno de alguns violões, cantando as músicas do meu povo. Às vezes penso que só canto as músicas que canto porque não nasci num lar evangélico. Do contrário cantaria outro tipo de música. A influência familiar foi fundamental. Isso me remete a dois sentimentos contraditórios: a importância de ter conhecido a Jesus somente depois de ter recebido essa bagagem cultural da família; por outro lado muitos dos conflitos pessoais seriam mais abrandados se tivesse nascido numa família cristã de fato e de verdade, e não somente nominal. Mas, creio na soberania de Deus e sei que tudo se fez, da forma como se fez, para glória dEle.

Blog SDC: Você acha que ainda existe espaço para a música brasileira (a música com ritmos realmente brasileiros: samba, bumba-meu-boi,caipira,bossa) no cenário cristão nacional? Como sobreviver ao tsunami de bandas que surgem todos os dias, todas com a mesma cara? E no meio secular? Como levar a música nacional para as pessoas que não se interessam mais por ela?
Carlinhos Veiga: Só existe! Eu particularmente tenho visto que a música nacional tem crescido como nunca. O espaço dela aumenta a cada dia. Para mim isso é o rebote da globalização, onde valores mundiais (na verdade primeiro mundista – aquele que lança os produtos no mercado mundial) deixaram um sentimento de não-pertencimento. O povo está voltando para suas origens, buscando sua identidade no meio dessa massa amorfa mundial proposta pela globalização. A cada dia vejo mais jovens interessados pela música regional, pelo chorinho, samba, bossa nova, baião, caipira e por aí vai... A música-produto, imposta pelo mercado já não conquista todo mundo.

Blog SDC: O que você pensa sobre este momento vivido pela igreja, com esta supervalorização da música em detrimento à palavra? E qual é a sua reação ao ver as loucuras feitas por alguns crentes em cima de um palco ou púlpito?
Carlinhos Veiga: Causa, não só em mim, mas em todo crente sincero, espanto e indignação. Mas deixa estar. Tem alguém que é o juiz sobre tudo e todos e ele também está vendo tudo isso. Só peço a ele graça e misericórdia sobre mim, para que eu não me pegue fazendo as mesmas coisas que hoje condeno. Tem muita gente condenando, mas reproduzindo o mesmo em seus guetos.

Blog SDC: O que você gostaria de dizer para a nova geração de músicos que surge nas igrejas do Brasil?
Carlinhos Veiga: Conheçam a Jesus como seu Senhor e Salvador verdadeiramente. Tenha experiências profundas com a Palavra de Deus. Permita-se ser transformado pelo Espírito, negando-se a si mesmo a cada dia e tomando a sua cruz. Não se deixe seduzir pelo deus-mercado, também chamado de Mamom, o deus das riquezas. Assuma a sua vocação de Servo Sofredor, pois foi esse o modelo deixado por Jesus para os seus seguidores, seus discípulos. Depois, faça um som bonito, reflexo de uma vida transformada.

Blog SDC: Quem (ou o que) te inspira a fazer música hoje?
Carlinhos Veiga: A vida e a obra de muitos escritores e músicos que estão dentro e fora da igreja. Pode parecer estranho, mas é verdade. Isso porque vejo muita sinceridade e coerência em gente fora da igreja, como também vejo em gente dentro da igreja. Nem tudo está perdido... nem fora, nem dentro. A graça comum ainda se manifesta (e sempre se manifestará). Gosto de ler os autores ligados à Missão Integral da Igreja (René Padilla, Samuel Escobar, Rick Watts, Robinson Cavalcante, Ricardo Barbosa, etc) e ouvir música popular brasileira de qualidade feito pelos irmãos da igreja. Mas também me delicio lendo e ouvindo alguns de fora. Ultimamente não canso de ouvir Tavinho Moura e Fernando Brant.

Blog SDC: Você pode nos dizer algo sobre a importância de um evento como o Som do Céu completar 25 anos ano que vem?
Carlinhos Veiga: Vejo como uma vitória de todos nós. O Marcelo Gualberto teve uma idéia sensacional, como sempre, e isto em 1984. Dá para imaginar? O Som do Céu existe quando ainda não existiam MSN, Orkut, Myspace... Num tempo onde telefone celular era coisa para pouquíssimos ricos. Onde o CD ainda não havia chegado no meio evangélico brasileiro. Era só vinil – os lendários “bolachões”. Lembro que nessa época a gente gravava com muita dificuldade e depois ficava esperando um tempão as gravadoras fazerem os “cortes” – algo que antecedeu a masterização, e as prensagens. Demorava até seis meses. Tudo era muito mais difícil, mas muito mais prazeroso. O mundo evoluiu, a igreja caminhou e o Som do Céu se modernizou. Conseguiu acompanhar o ritmo dos tempos sem perder seu swingue e sua jinga. É maravilhoso ver isso tudo acontecendo. Sinto-me um privilegiado em ter pisado tantas vezes o palco desse evento singular no Brasil, que tem resistido a todos os modismos que aportam em nosso país. Os grandes eventos vão e vem – são como os fogos de artifício que enchem os céus e explodem em cores e beleza. Mas explodem e acabam. O Som do Céu permanece, não tão vistoso, nem tão glamoroso. É como a lua, às vezes imperceptível, mas sempre presente, guiando aquele que caminha na noite escura dos modismos, como um referencial. Tudo isso pela graça e misericórdia de Deus.

Blog SDC: Deixe um recado para as pessoas que estarão lá no SDC 2009.
Carlinhos Veiga: A festa vai ser maravilhosa. Eu, se Deus quiser, estarei por lá. Espero te encontrar para conversarmos, nem que seja um pouquinho só. Paz em Jesus!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Um pouco de Brasil: Carlinhos Veiga

Enquanto a maioria dos artistas evangélicos segue um mesmo modelo, fazendo sempre um pouco mais do mesmo, alguns decidem ir contra a maré - sendo, apenas, autênticos. Assim é Jorge Camargo e sua música recheada de MPB; assim é Nelson Bomilcar, que passeia pelo pop, rock e MPB com bastante harmonia, e com letras maravilhosas; assim é o Cia de Jesus, que segue firme na sua paixão pelo reggae; assim é o Crombie, que está compondo ótimas canções e caminhando com autoridade no mercado secular; assim é João Alexandre, que uniu o virtuosismo com a poesia, e a voz com o violão de maneira única. Assim são vários dos artistas que participam do Som do Céu. E assim é Carlinhos Veiga.

Ouvir o Carlinhos é ter uma aula sobre música brasileira; é conhecer ritmos das diferentes partes do Brasil. Com a viola ou com o violão, Carlinhos nunca deixa de lado sua imensa paixão pela cultura nacional. Em músicas como "Esse mundo tá louco" ele nos oferece um pouco da ironia da música caipira, num pagode de viola bem animado. Em "Santa Folia" Carlinhos conta a história do nascimento de Cristo no ritmo da Folia de Reis - uma música de natal linda, e bem diferente da tradicional "Noite Feliz". No Som do Céu especial sobre Sérgio Pimenta, ele transformou a música "Ponto Final" numa bossa nova digna das noites cariocas ( e ainda conseguiu incluir a execução "Brasileirinho" no meio da canção).

Enfim, Carlinhos Veiga é uma mistura que deu certo - e muito certo! Segue abaixo um vídeo de uma apresentação dele com sua banda em Goiânia. A música é "Brasis do Brasil". Não tem como não gostar. E pra ouvir mais, é facil. É só vir no Som do Céu 2009.



domingo, 12 de outubro de 2008

20 Anos sem Janires

Saudades do Amigo
extraído do Blog do Carlinhos Veiga

Passaram-se vinte anos desde aquele janeiro de 1988. Foi um mês de emoções muito intensas. Pela primeira vez, desde que havia me tornado obreiro em tempo integral da Mocidade Para Cristo eu não ia à Temporada de Janeiro do nosso acampamento em BH. A razão era apenas uma: a Cláudia minha esposa estava nos dias para dar à luz do nosso primeiro filho. Por isso ficamos em Goiânia curtindo o prudente resguardo.

Um dia bem cedo, o telefone de casa tocou. Era o Marcelo Gualberto, amigo do coração com a voz embargada. A notícia era trágica. Janires, o nosso querido Rev. Jajá, havia falecido naquela segunda-feira, dia 11 de janeiro de 1988, às 3h30 da madrugada, em Três Rios, num acidente com o ônibus que o trazia do Rio para BH. Por isso ele não havia chegado para o Clubão na noite daquela segunda. Por isso ele não estava ministrando a música na manhã de terça no acampamento, como era esperado. O corpo foi reconhecido por uns amigos da MPC em Petrópolis e imediatamente ligaram para o escritório em BH.


Na quarta-feira, dia 13, o corpo dele foi velado em Brasília e realizado o culto no templo da Igreja Nova Vida, às 15h. Depois foi sepultado no Cemitério Campo da Esperança. Muito embora eu morasse na época em Goiânia, distante apenas 200 km da Capital Federal, só consegui chegar para o sepultamento, diretamente no cemitério. Naquele manhã tive que levar a Cláudia para alguns exames porque a médica havia detectado que o bebê estava passando por um sofrimento com o amadurecimento precoce da placenta. Com isso tivemos que antecipar o nascimento dele. No dia 19 nasceu o Pedro, nosso primogênito, muito aguardado e amado. O nosso coração se dividia entre a alegria da chegada do Pedro e a tristeza da partida do Janires.

Foram dias, meses, porque não dizer anos, de um profundo luto na MPC. Lembro-me como hoje o tanto que choramos naquele Som do Céu sem a presença de um de seus mentores, o velho Jajá. Quando a Banda Azul tocou tive que sair do circo tamanho nó na garganta.


Conheci o Janires
... (para continuar lendo, clique aqui )

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Show! Lançamento de CD Carlinhos Veiga!

Hoje a noite, dia 12 de Agosto, vai rolar em Brasília o lançamento oficial do CD "Flor do Cerrado", do Carlinhos Veiga.

Quem conhece sabe como é grande o talento do Carlinhos. E esse talento está ganhando cada vez mais reconhecimento. Ele recebeu ótimas resenhas sobre este disco, o que nos deixa muito feliz! É isso aí, Carlinhos, manda ver!

Quem quiser conferir, entre nestes links:

Correio Braziliense:
http://www.correiobraziliense.com.br/divirtase/


Jornal de Brasília:


Tribuna do Brasil:
http://www.tribunadobrasil.com.br/?ned=2399&ntc=70977&sc=41


"E assim é a música de Veiga: dançante. Consegue ao mesmo tempo ser contemporânea e saudosista. Embora tenha por base instrumentos característicos da música regionalista como a viola caipira, a viola de choro ou o acordeom, a sonoridade traz nuances urbanos da moderna MPB" Tribuna do Brasil

Se você é de Brasília (e região) não perca o show de lançamento do CD "Flor do Cerrado".

Hoje, às 20h, no Teatro Sesc Garagem
(913 Sul). Ingressos a R$ 20 (inteira).

Show! Carlinhos Veiga & Stênio Március

Bem, pessoal ,a turma que a gente vê sempre no Som do Céu está por aí fazendo shows pelo Brasil. Vamos tentar divulgar aqui, sempre que possível, as datas e locais destes eventos. Quem sabe algum dia alguém passa pela sua cidade?

O próximo que vai rolar, e parace ser maravilhoso, é o que segue abaixo:
Carlinhos Veiga e Stênio Március ao vivo em Brasília!

Dia 18 de Agosto, às 20h, na Sala Cássia Eller - Complexo Cultural da Funarte.
R$10,00 (meia entrada)

Galera de Brasília: Vocês não vão perder essa, né?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Som do Céu 25 Anos

por Carlinhos Veiga

Tenho o privilégio de ser o músico que mais vezes pisou no palco do Som do Céu. Só não participei do primeiro. Na época o Conjunto da MPC Goiânia, que depois veio a se chamar Expresso Luz, não havia sido convidado. Naquela edição participaram os grupos Rebanhão (ainda com o Janires), Logos, Vozes da Promessa e Quarteto Vida. Não fui, mas fiquei sabendo da repercussão do evento. No ano seguinte o Marcelo Gualberto nos convidou, como uma forma de incentivo a um dos grupos musicais da missão.

Lembro-me como se fosse hoje. Quando chegamos no Acampamento da MPC, em São Sebastião das Águas Claras (MG), na quinta-feira santa de 1985, vimos um circo colorido montado no estacionamento. Lá dentro um palco com muitos microfones, raridade para a época, muitos instrumentos e equipamentos. Tinha até um Tremendão! Na platéia centenas de cadeiras iluminadas por aquele tom avermelhado do reflexo colorido da lona. Estávamos nervosos, pois dividiríamos o palco com grupos de nossa profunda admiração. Cantar num mesmo evento que o Logos e o Rebanhão era privilégio impensável para nós do Centro-Oeste, numa época em que as distâncias pareciam maiores do que hoje e onde o que repercutia no Brasil era somente aquilo que acontecia no eixo Rio-São Paulo. Preciso lembrar que nessa época não conhecíamos a internet (e conseqüentemente MSN, Orkut, Myspace, Youtube e afins), nem telefone celular. Não havia TVs evangélicas, eram poucas as rádios cristãs, instaladas somente nas cidades onde a igreja tinha alguma força. Nessa época o movimento gospel com sua geração de infindáveis bandas estava apenas surgindo. Renascer, Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça, entre outras neopentecostais, que ocupam e já ocuparam a mídia, estavam começando sua caminhada. Era tempo onde as Comunidades Evangélicas ditavam os louvores, dividindo o cenário da música cristã no Brasil com Vencedores Por Cristo e Logos, em São Paulo, e Rebanhão, no Rio de Janeiro.

Foi nesse contexto que nos vimos convidados a participar de um evento de repercussão nacional. Dá para imaginar a nossa expectativa! Era tudo muito novo e muito desafiador. Nem nos dávamos conta do que Deus estava fazendo, tornando o Som do Céu um movimento de resistência diante de tudo o que a igreja passaria nos anos seguintes.

Os anos se passaram e o Som do Céu seguiu firme na estrada. Somente pela graça de Deus que um evento dure tanto tempo e com tanto vigor, passando pelas diversas mudanças acontecidas no país, sem perder a sua identidade.

Nesse palco tive o privilégio de ver muito artista surgir e realizar um ministério relevante. Vi também o ocaso de vários grupos e artistas, infelizmente. E, de tudo isso, aprendo e reaprendo, ano após ano, que o Senhor espera de nós fidelidade em tudo que realizamos, vida santificada e separada, pois esse é o verdadeiro louvor que o agrada.

Agora vejo a MPC às portas de comemorar os 25 anos de Som do Céu. É uma alegria para todos nós, para toda a igreja. Como o tempo voa...

Nesses dias me dei conta que a maioria das Páscoas de minha existência foram no Som do Céu. No primeiro que participei era solteiro. Depois me casei com a Cláudia e seguimos participando. Prá lá levamos todos os nossos filhos desde pequeninos; o Pedro, por exemplo, foi pela primeira vez aos 2 meses de idade. Agora, em 2008, pisou os palcos integrando duas bandas: a Sondafé, banda da qual participa como baixista, e a banda que me acompanha. Acho que não há maior alegria para um pai do que ver seu filho frutífero no ministério concedido pelo Senhor.

Às vezes paro para pensar na grande contribuição que o Som do Céu trouxe até aqui para a igreja brasileira e louvo a Deus. Esse acampamento acabou se tornando num espaço de contra-cultura gospel, diferente do que se vê por aí, pelo país. O que era um evento tomou a forma de um movimento, não planejado, não institucionalizado, não regulamentado – de evento em vento – coisas do Espírito. Seus sons reverberam pelos quatro cantos: Som do Cerrado (primeiramente em Uberlândia e depois em Goiânia), Som do Sertão (Caruaru, PE), Nossa Música Brasileira (Arujá, SP, promovido pela missão Jovens da Verdade) e agora, mais recentemente, Som da Serra (Palmas, TO). Isso sem contar outros tantos programas, blogs, sites, revistas, jornais, CDs, inspirados na filosofia e teologia do SDC.

Esse acampamento tem sido um espaço para se respirar um ar diferente, ouvir um som diferente e curtir um companheirismo diferente. Um lugar onde fé cristã e brasilidade se integram de maneira natural; onde a doentia dicotomia existente entre o evangelho e a vida cotidiana são diminuídas. Tudo isso porque ali o que se vê e o que se ouve são demonstrações práticas de que podemos viver nesse mundo de maneira coerente, sob o governo de Cristo Jesus. A cabeça nos céus, mas os pés nesse chão. E que venha o Teu Reino!

Não posso terminar esse texto sem honrar a pessoa do Marcelo Gualberto, que juntamente com o Janires, na década de 80, idealizou o Som do Céu. Agradeço a Deus pela vida desse grande amigo e companheiro de sonhos no Reino de Deus que nunca se deixou abater pelas críticas, muitas vezes ferinas, pelas dificuldades financeiras da missão, pelas indisposições e intolerâncias de tantos artistas, pelos contratempos, pelas inscrições sempre feitas de última hora, pela insensibilidade de líderes eclesiásticos, e por tantos e tantos outros percalços. É, meu amigo... “quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo os seus feixes”. Obrigado por não desanimar. Sei que o Senhor tem te fortalecido. Temos ainda muito por fazer, pois como você mesmo diz, “o melhor está ainda por vir”.

Quem participa do Som do Céu volta renovado, animado e cheio de vigor para caminhar mais um tanto. Peço a Deus que o dê ainda fôlego longo, para a alegria de todos nós e pelo bem da arte produzida por cristãos no Brasil.

Felicidades, Som do Céu!